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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

ONZE MIL LUTERANOS VOLTAM PARA A IGREJA CATÓLICA


A Reforma foi um erro trágico, afirma reverendo Gladfelter, metropolita do ALCC   


"A Igreja Católica Anglo-Luterana é a única com raízes luteranas e poderia considerar-se o primeiro passo pra a volta ao redil católico dos herdeiros de Lutero. "




Histórico: 11 mil Luteranos voltam à Igreja Católica. A Reforma foi um «trágico erro de pro­porções épicas que nunca devia ter acontecido».

O Arcebispo Irl A. Gladfelter preside uma das confissões cristãs que planejam voltar ao catolicismo nos ordinariatos criados por Bento XVI. A Igreja Católica Anglo-Luterana é a única com raízes lute­ranas e poderia considerar-se o primeiro passo pra a volta ao redil católico dos herdeiros de Lute­ro.




Reverendo Irl A. Gladfelter, Metropolita da Igreja Católica Anglo-Luterana (ALCC), o se­nhor é bió­logo, Doutor em Cirurgia Dental, tenente-coronel reformado do exército ameri­cano, Doutor em Teo­logia e Metropolita da ALCC. Como encontrou tempo para tantas coi­sas?

Não foi um problema. Só me tornei clérigo depois de ser reformado pelo Exército dos Es­tados Uni­dos e como dentista.

Quando foi fundada a ALCC? Por que a combinação de anglicanismo e luteranismo?

A ALCC foi formada em 1997 por antigos membros da Igreja Luterana – Sínodo de Mis­souri dos Estados Unidos (LCMS), os quais, por serem luteranos orientados ao catolicis­mo ou “Evangélicos Católicos” (também conhecidos como a “igreja alta”), não podiam aceitar a orientação cada vez mais protestante da LCMS e sua aceitação crescente da teo­logia evangélica fundamentalista, jun­to com alguns aspectos da soteriologia e da teolo­gia sacramental que haviam sido importados do Calvinismo por vários meios já na sua fundação e a aceitação cada vez maior de serviços evangé­licos não litúrgicos. Nossos fundadores também faziam reparos à teologia sacramental da LCMS, à sua política con­gregacional, a suas ideias sobre a natureza e o exercício da autoridade dentro da Igreja e à sua compreensão das Ordens Sagradas (o “ofício do ministério público”, segundo a lin­guagem que utilizam). Inicialmente, a ALCC adotou as posturas da ala “anglo-católica” do angli­canismo (ou anglicanismo da “igreja alta”). Ao longo do tempo, embora respeitásse­mos as rela­ções que haviam sido estabelecidas com o anglicanismo da “igreja alta”, a ALCC encontrou tam­bém problemas com o anglicanismo, incluindo sua recusa da prima­zia papal, da infalibilidade pa­pal, da infalibilidade do Sagrado Magistério e dos Concílios posteriores aos quatro primeiros Con­cílios Ecumênicos, além de sua tolerância de alguns graus de teologia eucarística de tipo protes­tante, que podem ser encontrados na Oração Eucarística do Livro de Oração Comum, entre outros problemas. Finalmente, a ALCC che­gou a reconhecer a verdade absoluta da fé católica e se deu conta de que tinha a obriga­ção em consciência de voltar a Roma. Descreveu-se recentemente a Igreja Católica An­glo-Luterana (ALCC) como “totalmente romanizada” e como uma Igreja que “ensina a doutrina católica sólida, utilizando um vocabulário luterano e anglicano, corrigindo este úl­timo com o primeiro”. Ambos comentários são acertados e precisos. Em essência, a ALCC se “romanizou” totalmente, aceitando com entusiasmo a verdade objetiva de todos os as­pectos da fé católica.

Foi importante para os senhores a declaração conjunta católica e luterana sobre a justifi­cação (1997)?

Sim. Para a ALCC, a Declaração conjunta católica e luterana sobre a doutrina da justifica­ção decidiu de uma vez para sempre o assunto fundamental da fase de Wittenberg (lute­rana) da Reforma. Uma vez que esse assunto tenha sido resolvido, a ALCC se deu conta de que tinha a “obrigação em consciência” de entrar na Igreja Católica, marcando o cami­nho para que outras jurisdições eclesiásticas luteranas (igrejas) possam segui-la.

Quantos membros e paróquias tem aproximadamente a ALCC? Estão presentes somente nos Estados Unidos ou estão também em outros países?

O número total de membros da ALCC é de aproximadamente 11.000 pessoas, nos Esta­dos Unidos, Canadá, Alemanha, Sudão e no proximamente independente Sudão do Sul. O maior número corresponde a africanos sub-saharianos, a maioria dos quais são do Su­dão do Sul.

De onde vem a maioria de seus membros? Antes de ingressar na ALCC eram luteranos, anglicanos, católicos ou não cristãos?

A maioria de nossos membros não africanos entraram na ALCC procedentes de outras Igrejas luteranas, mas nossos membros sub-saharianos, tanto na África como nos Esta­dos Unidos e Canadá são antigos anglicanos.

Na Comunhão Anglicana, há algumas congregações religiosas anglo-católicas. Também os senhores têm religiosos na ALCC?

Sim, temos uma Prelazia Pessoa, a Ordem de Santo Ambrósio (O.S.A) e uma Sociedade Sacerdotal, a Sociedade Sacerdotal dos Servos do Bom Pastor. A regra e a espiritualidade de ambas se parecem muito com as da Opus Dei. O Vigário Geral da ALCC e eu somos, com grande entusiasmo, Cooperadores da Opus Dei. Alguns de nossos bispos são membros da Confraternidade de São Pedro, dirigida pela Fraternidade Sacerdotal de São Pedro (FSSP), uma sociedade católica.


Ingressarão no ordinariato dos Estados Unidos quando for criado, no final deste ano?

Sim, porque é o que a Congregação para a Doutrina da Fé nos disse que façamos, mas a última palavra será da própria Congregação. Vimos trabalhando com eles desde 2009. Do ponto de vista da ALCC, trata-se de um tema de obediência à Congregação para a Doutri­na da Fé.

Em nossa petição a Roma para entrar na Igreja Católica (antes da promulgação da Angli­canorum Coetibus) não mencionamos um ordinariato, já que ainda não havia sido publica­da a Constituição Apostólica. Por conselho de nosso advogado católico de Direito Canôni­co, a ALCC pediu apenas para entrar como “sociedade sacerdotal” ou da forma que dis­pusesse o Santo Padre. Nossa petição terminava com a frase: “O filho pródigo voltou e está à porta. Santo Padre, por favor, deixe-nos entrar”. A ALCC nunca pediu mais que isto. Está à porta e roga que a deixem voltar para casa.

Entretanto, quando no outono de 2010 recebemos uma carta do Secretário da CDF notifi­cando-nos que deveríamos entrar na Igreja Católica através das disposições da Anglica­norum Coetibus, por obediência aos desejos do Santo Padre e da CDF, a ALCC aceitou imediatamente estas instruções por escrito. Assim, portanto, atualmente a ALCC espera pacientemente e roga ao Senhor e a sua Bendita Mãe, Maria, que nos permita voltar para casa, a Igreja Católica, seja através daAnglicanorum Coetibus seja por outro meio.

Todos os membros da ALCC se farão católicos ou alguns decidiram esperar ou passar para outros grupos anglicanos ou luteranos?

Todos os membros da ALCC se farão católicos. A diferença de algumas Igrejas Anglica­nas, a ALCC não tem “posturas inamovíveis” A ALCC não está interessada em absoluto em “preservar um patrimônio”. Ao contrário, trata-se de uma Igreja profundamente “roma­nizada”, que trabalha com todas as suas forças para “desfazer” a Reforma, porque consi­dera que foi um trágico erro de proporções épicas, que nunca devia ter acontecido, e pro­cura restaurar a unidade da Igreja segundo os critérios da Igreja Católica. A ALCC não pede para preservar um “patrimônio luterano”. A diferença do patrimônio anglicano, o pa­trimônio luterano é essencialmente teológico e, ao ter compreendido plenamente as here­sias do luteranismo e ao ter aceitado a fé católica, a única coisa que pede e por que reza a ALCC é que se lhe permita “voltar para casa” e entrar na Igreja Católica, como filhos pródigos arrependidos. A única coisa que queremos é nos dissolvermos na Igreja Católi­ca, como católicos normais. Faz tempo que a ALCC tem como política não admitir mem­bros nem aceitar clérigos que não estejam plenamente comprometidos com a causa da unidade da Igreja de Cristo, sanando as feridas que infligiram a essa unidade o orgulho humano e as heresias dos líderes da Reforma protestante. Todos os membros da ALCC devem estar comprometidos em desfazer a Reforma.

Todos os clérigos da ALCC, desde o Metropolita até o último diácono permanente devem assinar uma versão adaptada do Mandato da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, o qual estabelece que “se comprometem a ensinar a doutrina católica e não pregarão, en­sinarão, escreverão nem publicarão nada que entre em conflito com o magistério católico”. Este compromisso se controla e se faz cumprir estritamente. Já aconteceu de al­gum sacerdote ter sido destituído de seu cargo, permitindo-lhe escolher entre sua demis­são e a excomunhão, por não cumprir o Mandato da ALCC.

Será um problema para os membros da ALCC a necessidade de aceitar o Catecismo da Igreja Católica, como expressão normativa de fé para os ordinariatos? Que textos utilizam atualmente para catequizar as crianças e os adultos?

Absolutamente. Há anos a ALCC aceitou oficialmente o Catecismo da Igreja Católica como nossa expressão completa da fé cristã. Catequizamos as crianças e os adultos usando o Catecismo da Igreja Católica, o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica da Conferência Episcopal norteamericana, Fé para o futuro: Um novo catecismo ilustrado, publicado pela Liguori Press; o Compêndio de Doutrina Social da Igreja da Conferência Episcopal norteamericana e outros textos católicos unicamente. Para a catequese geral e o estudo, a ALCC usa a Bíblia de Navarra, publicada pela Scepter Press; a New American Bible e a Bíblia Católica de Estudo da Ignatius Press. A ALCC não permite o uso de qual­quer catecismo luterano nem de outros catecismos protestantes.

Quais são as principais dificuldades encontradas até agora?

Toda organização nova tem “crise de crescimento” e a ALCC não é uma exceção. Sempre há lugar para melhorar e para formas de desenvolver nossos apostolados de forma mais eficaz. Entretanto, estamos muito bem, levando em conta que a ALCC foi fundada em 1997. A maior preocupação da ALCC, com muita diferença, consiste em conseguir seu ob­jetivo de converter-se na primeira jurisdição eclesiástica luterana que volta à Igreja Católi­ca como grupo unificado desde o final da Contra-reforma.

Uma vez que ingressem num ordinariato, o senhor e os demais bispos e sacerdotes da ALCC terão de ser ordenados como diáconos e sacerdotes católicos. É algo difícil de se aceitar?

Não, em absoluto. Alegramo-nos disto, porque eliminará a possibilidade de qualquer con­fusão entre os fiéis católicos sobre a validade de nossa ordenação de nossos sacramen­tos.

Sempre existiu um setor “católico” entre os luteranos?

Sim, certamente. A tal setor foi dado muitos nomes: Gneiso-luteranos (luteranos originais), Velhos-luteranos, Luteranos Romanizados e, nos últimos anos, “Católicos Evangélicos”. A ALCC está simplesmente no extremo mais católico desta tradição.

Há outros grupos de luteranos que estão relativamente próximos da Igreja Católica?

Na Suécia existe o movimento Arbetsgemenskapen Kyrklig Förnyelse (União Eclesial Sue­ca) e outras sociedade menores. Há comunidades monásticas, como o Mosteiro de Östanbäck (um mosteiro beneditino), o convento de Alsike e a Congregação de São Fran­cisco, a Fundação de São Lourenço, a Fundação de Santo Oscar, a Coalizão Eclesial pela Bíblia e a pela Confissão e a Förbundet För Kristen Enhet, que como a ALCC traba­lha para conseguir a união visível e como grupo com a Igreja Católica.

Na Alemanha existe a St. Jakobus- Bruderschaft, com a qual a ALCC permanece em con­tato, a Arbeitsgemeinschaft Kirchliche Erneuerung (Grupo de Trabalho para a Renovação da Igreja) da Igreja Luterana da Baviera, Humiliatenorden, St. Athanasius-Bruderschaft,Hochkirchlicher Apostolat St. Ansgar, Bekenntnisbruderschaft St. Peter und Paul, a Kommunität St. Michael en Cottbus, a Congregatio Canonicorum Sancti Augustini e o Priorado de São Wigberto.

Há grupos similares na Noruega, Dinamarca, Finlândia e Islândia.

O senhor crê que se formará algum tipo de ordinariato para os luteranos no futuro?

Quer se trate de um ordinariato ou de alguma outra estrutura mais simples e menos polê­mica para estabelecer e integrar na Igreja segundo o Direito Canônico, como uma “socie­dade sacerdotal” ou um “instituto de vida apostólica”, creio que se formará algum tipo de estrutura para que os luteranos de todos os países possam voltar à Igreja Católica. Há de se reconhecer: a Igreja Católica, e em geral o cristianismo, estão sendo atacados atual­mente. As comunidades eclesiais como os anglicanos e luteranos se dividem ainda mais sob os ataques do ateísmo, do agnosticismo, da filosofia pós-moderna e das teologias he­réticas de tipo liberal. A Igreja não pode se permitir o enfrentamento a essas e outras ameaças em seu estado dividido atual. É hora de os luteranos e outras comunidades eclesiais voltarem à Igreja Católica, para que lhe resulte mais fácil derrotar estas ameaças e realizar a Nova Evangelização promovida pelo Papa Bento XVI e outras pessoas! É hora de recuperar a unidade da Igreja de Cristo! Os luteranos devem se dar conta de que voltar à Igreja Católica não é algo bom, é estupendo. No Getsêmani, Jesus orou para que seus discípulos fossem um, como Ele e o Pai são um, assim a união com a Igreja Católica não é algo “bom”, mas algo “estupendo”, porque Jesus o pediu em sua oração e o orde­nou (não o “sugeriu” simplesmente). Os luteranos devem voltar à Igreja Católica porque é o correto, é o único caminho correto.

Em sua homilia de vésperas, na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, em São Paulo Extramuros, em Roma, 25 de janeiro de 2011, o Papa Bento XVI afirmou: “Os esfor­ços para recuperar a unidade entre os cristãos divididos não podem reduzir-se simples­mente a reconhecer nossas diferenças recíprocas e a conseguir uma coexistência pacífi­ca. O que desejamos é a unidade pela qual orou o mesmo Cristo e que, por sua própria natureza, se manifesta numa comunhão de fé, de sacramentos e de ministério. O cami­nho para esta unidade deve ser percebido como um imperativo moral, uma resposta a um chamado específico do Senhor… Devemos continuar com entusiasmo o caminho para este objetivo”. Isto é exatamente o que pretende fazer a ALCC ao esforçar-se para entrar na Igreja Católica como grupo unificado.

Se se criasse um ordinariato para luteranos no futuro, os senhores deixariam o ordinariato anglo-católico para integrar-se nele?

Certamente, estaríamos interessados e colaboraríamos com qualquer futuro ordinariato luterano ou estruturas alternativas segundo o Direito Canônico atual, mas faremos exata­mente o que nos pedirem a Congregação para a Doutrina da Fé e o Santo Padre. Além do mais, os membros da ALCC só queremos converter-nos em católicos normais, como to­dos os outros, e nos injetar de forma segura no “centro” teológico e social da Igreja Católi­ca. Ficaremos contentes em “florescer” onde quer que o Santo Padre e a CDF nos “plan­tem” dentro da Igreja Católica.

O senhor crê que sua união com a Igreja Católica influenciará outros luteranos?

Sem dúvida. Faz alguns anos o Pe. Richard John Nieuhaus, um pastor luterano dos Esta­dos Unidos que se converteu ao catolicismo e foi ordenado como sacerdote católico (e era o editor da revista norteamericana First Things), escreveu que enquanto ele apenas podia perceber movimentos de luteranos para a Igreja Católica, algum dia uma Igreja Lu­terana “dará um passo adiante e então nada voltará a ser igual”. Esperamos e rezamos para que a Igreja Católica Anglo-Luterana seja a Igreja que dará este passo adiante e que isso leve muitos luteranos a abandonar as heresias da Reforma e voltem à fé católica; que se aproxime este bendito dia no qual a oração de Cristo no Getsêmani para que todos seus discípulos sejam um seja de novo uma realidade, em uma só Igreja sob Cristo e seu Vigário nesta terral, o Sucessor de São Pedro. Até este dia, a ALCC terá muito presentes dois lemas usados por nossa Igrejas: (1) “Voltar à unidade do Corpo de Cristo, Igreja por Igreja”, e (2) o lema do escudo papal de São Pio X, “renovar todas as coisas em Cristo”.

Muito obrigado por suas respostas. Espero que tenhamos a oportunidade de entrevistá-lo de novo quando o senhor for um membro do ordinariato.


           QUEM TEM BOCA VAI A ROMA







segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

JESUS PERMANECEU MORTO DURANTE "TRÊS DIAS E TRÊS NOITES"?



Se Jesus morreu na sexta de tarde, como ele pôde ressuscitar na manhã de domingo, sendo que ele disse que ficaria 3 dias e 3 noites sepultado?

Os termos "3 dias" e "3 dias e 3 noites".

Esta registrado que Jesus disse: "O Filho do homem se levantará novamente após três dias" e "Ele será levantado novamente ao terceiro dia" – essas expressões são usadas alternadamente. Isso pode ser visto no fato de que a maioria das referencias à ressurreição afirmam que ela ocorreu no terceiro dia. (Josh Mcdowell).

O que isso quer dizer? Que Jesus ressuscitou no 3º dia, independente de quantas horas ele ficou no túmulo. Tanto Mateus, como os outros evangelistas, o próprio Jesus e os fariseus concordam entre si que Jesus disse que ressuscitaria no 3º dia, independente de quantas horas estaria no túmulo.

Guilherme Born
Fonte: - DC.GÓLGOTA
"Profeta Jonas" - Pintura de Michel Angelo - Capela Sistina



Jesus Disse: Assim como Jonas ficou 3 dias e 3 noites no ventre do grande peixe, o Filho do Homem estará 3 dias e 3 noites no coração da terra. MT 12:40

Agora vamos ver o porquê de Jesus ter usado a expressão "3 dias e 3 noites". Digo de antemão que isso é uma expressão idiomática e não um relato minucioso de tempo. Vou dar alguns exemplos disso encontrados em outros textos bíblicos:

(1 SM 30: 12-13) "um pedaço de bolo de figos prensados e dois bolos de uvas passas. Ele comeu e recobrou as forças, pois tinha ficado três dias e três noites sem comer e sem beber". Davi lhe perguntou: “A quem você pertence e de onde vem”? Ele respondeu: “Sou um jovem egípcio, servo de um amalequita. Meu senhor me abandonou quando fiquei doente há três dias.

Ou seja, 3 dias e 3 noites = há 3 dias.

Gn 42:17-18 - “E os deixou presos três dias. No terceiro dia, José lhes disse...

Neste caso, se eles ficaram presos 3 dias e depois disso José os solta, então eles teriam sido soltos no 4º dia, correto? Porém não é isso que aparece. Ele os solta no 3º dia, ou seja, eles ficaram presos durante 3 dias (forma idiomática e expressiva) e são soltos no 3º dia (literalmente).

Portando, se olharmos com literalidade neste texto, haveria uma contradição, pois os irmãos estariam presos num período de 72 horas, mas o mesmo texto diz que eles foram soltos antes das 72 horas. Não há contradição porque é apenas uma expressão idiomática.

Assim "um dia e uma noite" era uma expressão idiomática usada pelos judeus para indicar um dia, mesmo quando indicava somente parte de um dia, o qual pode ser visto também no Velho Testamento.

Ou seja, a expressão "um dia e uma noite" representava tanto o período total como parte dele.

A comprovação Histórica

Outra forma de ver "três dias e três noites" é ter em consideração o método judaico de calcular o tempo. Os escritores judaicos registraram em seus comentários sobre as escrituras o principio que governa o registro do tempo. Qualquer parte do período era considerado um período total. Qualquer parte de um dia era registrado como um dia completo.

O Talmude Babilônico (Comentários Judaicos) relata que "uma parte do dia é o total dele" (Mishnah. Third Tractate, "B. Pesachim", p. 4a).

O Talmude de Jerusalém, assim chamado porque foi escrito em Jerusalém, diz:  “Temos um ensino -- 'Um dia e uma noite são um Onah e a parte de um Onah é como o total dele" (Mishnah, Tractate, "J. Shabbath”, Chapter IX, Par. 3).

Um "Onah" é, simplesmente, "um período de tempo".

Temos então a prova de que a expressão 3 dias e 3 noites é "figurada", representando 3 dias seguidos, independente do tempo (horas) transcorrido nestes.

Ilustração dos 3 dias e 3 noites entre a morte e ressurreição de Jesus.


Como 3 dias e 3 noites é apenas uma forma de expressão, Jesus (figuradamente falando) ficou no coração da terra 3 dias e 3 noites. Se Jesus tivesse sido sepultado depois do Shabat (sexta após às 18), então a profecia não teria se cumprido, pois não poderíamos contar o dia de sexta. Porém, como foi sepultado antes do pôr-do-sol do Shabat, conta-se o dia do sepultamento.

Assim sendo, Jesus não errou em dizer que estaria três dias enterrado, porque ele não usou o termo "o filho do homem ficará 3 dias enterrado". Ele usou "3 dias e 3 noites", pois sabia que era uma forma de expressão que indicaria a sua ressurreição no domingo.

Se assim não fosse, os fariseus teriam pedido uma guarda até o 4º dia. Porém os mesmos pediram que os romanos cuidassem do túmulo até o 3º dia.

Lembram da minha comparação?

3 dias e 3 noites = há 3 dias...

Os "três dias e três noites" referentes ao período em que Cristo ficou no túmulo pode ser calculados, como se segue: Cristo foi crucificado na sexta-feira. Qualquer tempo antes da 18h da sexta seria considerado "um dia e uma noite". Qualquer tempo depois das 18h de sexta até sábado às 18h, também seria "um dia e uma noite".

Semelhantemente, qualquer tempo após as 18h de sábado até o momento em que Cristo ressuscitou, na manhã de domingo, também seria "um dia e uma noite". Do ponto de vista judaico, seriam "três dias e três noites" de sexta feira à tarde até domingo de manhã.

Exemplos

Dia 07 de outubro de 2007, nasceu minha filha. Por lei, assim que ela nasce, tenho direito a 5 dias corridos de folga da empresa. Só que ela resolveu nascer às 23:45, ou seja, no final de domingo. Assim que nasceu, começou a contar os dias de folga e devido ao horário avançado, perdi um dia inteiro de folga, por conta da avançada hora de nascimento dela. Portanto, para a lei, ela nasceu não às 23:45, mas sim na noite de 07-10, a partir das 0:00. Se ela tivesse nascido no próximo dia, às 0:01, eu teria direito a mais 24 horas de descanso. Mas acabei perdendo 23:45 de descanso por causa de 15 minutos.

O mesmo exemplo segue para o tempo contado com a expressão "3 dias e 3 noites". Como Jesus foi enterrado antes do pôr-do-sol, conta-se o dia de sexta inteiro, mesmo que Ele não tivesse literalmente enterrado na noite de sexta (18h de quinta às 06h de sexta).

Outro exemplo, dado por Josh é no caso de nascimentos até o dia 31 de dezembro. Nos EUA, os casais que terão filhos em dezembro e que declaram imposto de renda, torcem para que a criança nasça antes da virada do ano, pois, se assim for, eles conseguem restituição do imposto referente aquela criança do ano todo, ou seja, para a lei, a criança, mesmo tendo nascido no final do ano, é contada no imposto como tendo nascido a 364 dias atrás.

Essa argumentação de Josh não foi criada por ele. Já era de entendimento de alguns estudiosos e foi publicada no livro "The Ressurection Of Jesus Christ", de Arthur C. Custance, editora Doorway Paper, página 17, no ano de 1971.

Conclusão

Concluindo, a expressão 3 dias e 3 noites é referente a 3 dias corridos, independente de quantas horas estes dias tiveram. É apenas uma expressão idiomática muito usada no judaísmo para apresentar 3 dias sequenciais.

Bibliografia

Mcdowell, Josh - As evidências da ressurreição de Cristo. Os fatos históricos comprovam a ressurreição de Cristo. Editora Candeia
Costumes do Pêssach e Shabat:
http://www.chabad.org.br/datas/pessach/guia/menu.htm
http://brasiliavirtual.info/tudo-sobre/pessach
Bíblia de Estudos NTLH - Sociedade Bíblia do Brasil
Bíblia de Estudos NVI - Sociedade Bíblica Internacional
NVI Digital em Cd-rom - Sociedade Bíblica Internacional
Textus Receptus (grego) - bibliaonline.com.br
Westcott/Hort with variants (grego) - bibliaonline.com.br
Interlinear Westminster Leningrad Codex (hebraico) - ISA basic 2.0 RC1





domingo, 13 de janeiro de 2013

O COMUNISMO É O ÓPIO DO POVO


Arcebispo Fulton Sheen
"O Comunismo é o ópio do povo porque adormece os pobres prometendo-lhes algo que nunca lhes pode dar, ou seja, um paraíso terrestre. Mudando apenas uma palavra numa sentença de Lenine: “O Comunismo ensina aqueles que labutam toda a sua vida em pobreza a serem resignados e pacientes neste mundo, e consola-os pelo pensamento de um paraíso terrestre”.




Singular espécie de paraíso esse, que é inaugurado pelo morticínio, pelo exílio e pelo confisco; estranha espécie de paraíso esse, que espera estabelecer a fraternidade pregando a luta de classes, e estabelecer a paz praticando a violência. Estranha espécie de paraíso esse que tem de recorrer ao temor e à tirania para impedir que alguém “escape” dele.
Da obra Comunismo: o ópio do povo, do Venerável Arcebispo Fulton Sheen


CONTRIBUIÇÃO DE NICÉLIA PINHEIRO








DEPENDEMOS DE OUTROS MEDIADORES ALÉM DE CRISTO?



venilton mendonça: - E os verdadeiros cristãos são mais sabios !!!!!, só retem o que é bom e verdadeiro , paz
================

Chama de sábios aqueles que preferem nada saber sobre a história; quanto podem, fogem da oportunidade de saber o que escreveram nossos primeiros irmãos; sobretudo se recusam terminantemente reconhecer que foi a Igreja católica a única entidade cristã que, antes dos séculos XI e XVI, tinha levado a luz de Cristo às mais remotas partes da terra.

Aparição de Nossa Senhora em Zeitom no Egito,
Esta visão foi presenciada por milhões de
pessoas, cristãos, evangélicos, muçulmanos
e anti-católicos de todo mundo
Além dos predicados acima, esses mesmos "sábios" aceitam como verdadeiros quaisquer truques ou fingimentos de pessoas pagas para representarem falsas curas, e ainda por cima, acreditam que peca contra o Espírito Santo aquele que exige que tais milagres sejam detidamente examinados por peritos capacitados.

A propósito disso há anos que estou pedindo que tais "sábios" mostrem um único milagre acontecido em seus meios e que tenha sido severamente examinado e, até hoje, nunca foram capazes de mostrar.

NÃO EXISTEM MILAGRES VERDADEIROS
EM AMBIENTES HERETICAMENTE CONTAMINADOS,
POIS DEUS NÃO COOPERA COM O MAL
NEM ASSINA COISAS QUE NÃO SÃO SUAS.

Frank Cidrei Gomes 30 minutos atrás
um cristão verdadeiro vale mais do que 10 padres bons

OSWALDO DE PAULA GARCIA 20 minutos atrás
venilton mendonça: -  nenhuma religião pode ser  verdadeira, se pregar que dependemos  de um outro mediador...


Só existe uma religião verdadeira que é a santa Igreja Católica que prega que existe um único mediador que é Nosso Senhor Jesus Cristo...

Mas calma!!!! Vou explicar-lhe sobre a intercessão dos santos.

Os protestantes negam-na na Igreja católica, porém, aceitam-na, em obediência ao que está escrito:

-  "Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguempara que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus" (Mt 5,44);

- "Irmãos, orai por nós" ( 1Te 5:25 )

"Orai por nós, porque confiamos que temos boa consciência, como aqueles que em tudo querem portar-se honestamente" (Heb 13,18)

- "Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos" (Tia 5,16).

Estas mediações, não obstante feitas por diversos, em função de todos, através do Batismo, sermos membros desse corpo de Cristo que é a Igreja, são aceitas pelo Pai como provenientes de seu Filho unigênito, apesar de nossa comunhão com ele ainda ser imperfeita por causa de nossos pecados. Somente no céu é que tal comunhão se torna perfeitíssima, pois todos que ali foram admitidos são santos e imaculados através do sangue do Cordeiro.

Até mesmo aqui na terra, observamos que as pessoas mais santas, e que, portanto, vivem em comunhão mais perfeita com Cristo, suas orações são mais eficazes e são mais rapidamente atendidas. Por que? Porque as orações de Cristo são infalivelmente atendidas.

É por isso que recorremos às orações dos bem-aventurados moradores dos Tabernáculos eternos (Lc 16,9).

OSWALDO DE PAULA GARCIA segundos atrás
venilton mendonça E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.1 João 5:20.

"Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo". (Ef 4,5)

Quem admite Jesus como seu único Senhor e é legitimamente batizado, mas que, infelizmente, professa outra fé que não a ensinada pela única Igreja enviada por Cristo, contrariamente ao que acabou de afirmar, não está em Cristo. A Bíblia exige a obediência da fé, conforme está escrito:

"... Jesus Cristo Nosso Senhor, por quem recebemos a graça e a missão de pregar, para louvor de seu nome, a obediência da fé entre todos os gentios, dos quais fazeis parte também vós..."  (Rm 1,5-6). 

 "... ainda que alguém - nós ou um anjo baixado do céu - vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema." (Gl 1,8)