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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

VATICANO DESMENTE O JORNAL "THE GUARDIAN"






Vaticano: Não existe "império" imobiliário pago com dinheiro de Musssolini

ROMA, 24 Jan. 13 / 11:30 am (ACI/EWTN Noticias).- Fontes do Vaticano desmentiram a acusação do jornal britânico The Guardian, que assegurou que o Vaticano "construiu um império de propriedades secretas" financiado com dinheiro do regime fascista do Benito Mussolini, e qualificaram a publicação de "enganosa e historicamente incorreta".

The Guardian afirmou que o Vaticano adquiriu propriedades no Reino Unido, França e Suíça "usando dinheiro originalmente entregue por Mussolini, em devolução pelo reconhecimento papal do regime fascista italiano, em 1929".

Em declarações ao jornal britânico The Daily Telegraph, o Padre Federico Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, esclareceu que o dinheiro provém da compensação do estado italiano "por bens expropriados" à Igreja.

O Pe. Lombardi sublinhou também que "a existência de investimentos em propriedades feitas pela Santa Sé" com esse dinheiro é algo conhecido "por mais de 80 anos".
"Estou surpreso pela publicação desta história, não revela nada novo", criticou.

Tal como explicou The Telegraph, o dinheiro recebido pela Santa Sé do Estado italiano não foi por uma aprovação pontifícia ao regime fascista, mas sim "como indenização pelas extensas propriedades perdidas quando os Estados Pontifícios foram invadidos e ocupados pelo Reino da Itália, na década de 1860".

"O dinheiro foi pago de acordo ao Tratado de Latrão de 1929, no qual o governo de Mussolini reconheceu a Cidade do Vaticano como uma nação soberana, e a Igreja renunciou a sua reclamação dos antigos estados pontifícios", assinalou o jornal.

The Telegraph indicou também que a compensação do estado italiano ao Vaticano se deu por causa dos milhões de dólares que a Igreja perdeu em propriedades, tais como o Palácio do Quirinal, atual residência do presidente da Itália.


O Pe. Thomas Reese, a quem The Telegraph cita como um "perito no trabalho interno da Santa Sé", escreveu em seu livro "Dentro do Vaticano" que em 1929 a Itália aceitou subsidiar à Igreja Católica nesse país, assim como outorgar ao Papa o equivalente a 92 milhões de dólares, como indenização pela perda dos estados pontifícios.

De acordo ao Pe. Reese, "algo desta indenização foi usado imediatamente para a construção dentro da Cidade do Vaticano, como a estação do trem e um edifício de escritórios para a Cidade do Vaticano".
"O resto foi investido como patrimônio ou doação da Santa Sé", escreveu o sacerdote.

Fonte: ACIDIGITAL 





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